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 Concurso 1 - The Point Of No Return

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pim
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MensagemAssunto: Concurso 1 - The Point Of No Return   Qua 24 Mar 2010, 14:11

Eu pensei escrever esta shot ao som de Rape Me, mas depois deu-me para o lado mais sentimental --' e saiu este belo desastre.
Fiz ao som de uma música do Fantasma da Ópera, porque pensava que ia sair algo do género... mas parece-me que fiquei apenas pelo titulo.
AAAAAH, antes desta... só ainda tinha escrito uma one-shot.
E é isto...

The Point Of No Return



- Título: The Point of No Return
- Género: Romance, drama (a éme é que disse ^^)
- Avisos: -
- Beta-reader: Éme






Georg, não entendes que não dá mais? – Grossas lágrimas já rolavam pelo seu rosto, pois a dor que a assolava no peito era demasiado forte – Tu magoaste-me! Muito! - Ela gritava numa tentativa desesperada de o fazer entender que não o queria mais.
Foi apenas uma vez, Micha! – Também ele gritou, mas de uma forma frustrada – Sabes que eu te amo. - Desta vez murmurou, tentando que assim ela percebesse o seu desespero.
Desculpa. – Pediu ela sem saber porque, pois na realidade quem tinha estragado tudo havia sido ele.


Tinham passado três anos desde aquele seu último encontro com ele. Se ainda pensava nele? Sim, todos os dias que passavam e, cada vez mais as saudades persistiam em aparecer.

Lembrava-se perfeitamente de como o tinha encontrado naquela manhã cinzenta de Novembro, naquela praia rochosa que passara a odiar. Eles tinham-se conhecido ali, assim como tinham dado o seu primeiro beijo ali. Aquela praia havia tido um enorme significado para ambos, mas ao mínimo descuido dela, ele chegou e estragou tudo.

A memória de o encontrar enrolado com uma ruiva naquela na praia, ainda era muito viva e, cada vez que a assombrava a mente, tinha que bloquear todos os seus pensamentos. Nunca pensara que ele pudesse fazer tal coisa, muito menos ali. Naquele lugar. Naquela praia.

Todos os anos, naquele mesmo dia, ia àquela praia. Nunca soube o porquê dessa sua insistência, talvez por a fazer lembrar que os homens afinal não eram o que muitas vezes afirmavam ser. Assim, com esse pensamento não arranjaria mais nenhum e, por conseguinte, não se magoaria mais.

As rochas ásperas e frias convidavam-na a sentar-se sobre elas. E o mar estava à sua temperatura preferida, completamente gelado. Sempre lhe soubera bem correr naquela praia, pisando a areia molhada e levando com o vento na cara. No entanto deixara de fazer isso, pelas razões mais óbvias: sempre que estava ali, as memórias eram ainda mais fortes e difíceis de suportar.

Olhou uma vez mais para o mar cinzento que se estendia à sua frente, não sendo capaz de suster as lágrimas, uma vez mais.

Doía. Doía saber que ele a tinha enganado. Doía pensar que ele se tinha recomposto, apenas duas semanas a seguir. Doía imaginar que ele pudesse já não sentir o mesmo que sentia por ela, há três anos atrás. Doía. Doía mais do que alguma vez pudera imaginar. Era uma dor tão profunda, que lhe fazia ficar sem ar. Era a dor do coração. Esse nunca mais havia sido o mesmo, não depois de tal acontecimento.

Sem querer relembrar mais o passado, limpou as suas lágrimas, jurando a si própria que não voltaria a meter os seus pés ali. No entanto, esse juramento não se iria concretizar, uma vez que todos os anos jurava o mesmo e nos anos seguintes, não era capaz de se afastar. Preparava-se agora para ir embora, mas assim que viu lá ao fundo da praia uns cabelos loiros a esvoaçar ao sabor do vento, estacou por completo.

Ele vinha na sua direcção, com um sorriso que ela era capaz de arrancar à estalada. O que é que ele poderia querer? Já não lhe bastava tudo o que fizera? Queria o que agora? Matá-la de dor?

As suas divagações preocupadas foram interrompidas pelo suspiro daquele que em tempos fora seu namorado.

Sabia que te encontraria aqui. – Foi o que ele disse, após se sentar numa das rochas ásperas.

Ao contrário do que imaginara, a voz dele continuava igual, suave como a água salgada que insistia em molhar os seus pés. Mas para a sua infelicidade, a dor era muito mais forte agora, do que há momentos atrás, onde tudo eram apenas memórias.

Não vais dizer nada? – Perguntou-lhe ele, com uma voz que ela achou demasiado sensual para aquele momento.

O que queres que te diga? – Inquiriu ela, surpreendo-se a si própria por conseguir dizer algo.

Há uns tempos atrás, se ele tivesse aparecido à sua frente, era bem capaz de se desmanchar em lágrimas e ficar calada. No entanto, hoje aquela praia estava-lhe dar as forças que eram precisas para lidar com tudo aquilo. E, percebera então, que durante estes três anos não era à praia que devia odiar, mas sim a ele.

O que queres que te diga? Que estou feliz por te reencontrar? Bem, não estou. – Ela admitiu, sentindo a mentira queimar-lhe a garganta.
Então porque é que insistes em aparecer aqui na praia, todos os anos, sempre no mesmo dia? – Voltou a perguntar o Georg, assumindo uma postura descontraída.
Uma vez que não somos nada, não vejo o porquê de ter de te responder. – A Micha falou num tom bastante sério e confiante – E como é que sabes que venho cá? – Questionou, fazendo-o assumir uma expressão um tanto ou quanto envergonhada.
Micha... não compreendes que eu te amo? Que sempre amei? – Ele levantou-se das rochas ásperas, olhando para toda a extensão da praia, para se poder acalmar e, por conseguinte, fazer o que deveria ter feito há três anos atrás – Desde o dia em que te conheci, aqui nesta mesma praia, que me apaixonei por ti. – A memória desse dia fez com que ela sorrisse inconscientemente – Não compreendes que foi um erro? Tu nunca erraste? Sabes bem que sim. – Ele perguntava e respondia, não dando se quer tempo de ela abrir a boca – Se me arrependo? Claro que sim! Todos os dias que passam. E é nesses dias em que eu penso na pessoa maravilhosa que tinha a meu lado e com quem eu fiz questão de estragar tudo.

Ela, que até agora nunca desviara os seus olhos do mar, olhou para ele, vendo grossas lágrimas a caírem pelo seu rosto a baixo. Doía agora vê-lo assim, indefeso e magoado. Micha podia ser tudo, menos insensível.

Georg, não chores, por favor. – Pediu ela, começando a baixar a defesa e tentando alcançá-lo com uma das suas mãos.
Shhhh, deixa-me terminar. – Ao ver a mão dela dirigir-se a si, ele prontificou-se a pegar nela e por sobre o seu coração – Ele continua a bater por ti. Pela esperança que ainda vive dentro de mim, que algum dia tu irás me desculpar. – Ele aproximou-se dela, pondo a sua outra mãe no rosto dela – Perdoa-me, por favor. – Pediu sentindo-se relaxar, após ela o abraçar.

Micha não sabia o que dizer. Por um lado queria desculpá-lo por tudo o que se sucedera no passado, mas por outro o seu orgulho era maior. Amava-o com todas as forças e talvez isso chegasse.

Os seus olhos passaram por toda a praia, sentindo que a dúvida começara a extinguir-se. Os seus tempos de sofrimento tinham sempre girado à volta daquela praia e, porque não acabar com tudo isso no local que a fizera sorrir em tempos? Antes de todo o sofrimento, da mágoa, da raiva, ela vinha ali só porque sim. Gostava de ali estar, dava-lhe calma e um enorme bem-estar consigo própria.

Então porque não resolver tudo de uma vez só? Sem mais sofrimento e angústia.

Georg, eu amo-te. – Acabou por confessar, assim que sentiu preparada para isso, levando a que ele sorrisse abertamente.
Eu também te amo e nunca te vou voltar a magoar. – A sua euforia e a sua alegria podiam-se ver a milhas de distância.

Ambos voltaram a olhar, uma vez mais, para a praia. Fora ali, que em tempos, haviam sido felizes e seria ali onde voltariam a ver a felicidade. Pois essa nunca será impossível de se alcançar enquanto eles se tiverem um ao outro.
Fim
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MensagemAssunto: Re: Concurso 1 - The Point Of No Return   Qua 24 Mar 2010, 15:09

Aquele 'a éme é que disse' tornou o texto muito mais fofinho, a meu ver xDD
kidding. Mas achei piada.

Gostei do texto, sim senhora. Vocês resolveram deixar os Kaulitz completamente de lado desta vez e até acho bem! Eu não consigo escrever sem ser com eles.

Ainda bem que participaste!

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Screaming
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MensagemAssunto: Re: Concurso 1 - The Point Of No Return   Qui 25 Mar 2010, 14:27

Olá : )
Gostei do facto da shot ser com o Georg, é raro, é raro xD
Acho que escreves bem, mas achei que em algumas descrições te perdeste um bocadinho.
Consegui inteirar-me bem na imagem, embora, não na totalidade.
Não tens grandes erros e como já disse, é facil ler o que escreves.
De qualquer das maneiras gostei da shot, e acho que deverias continuar a escrever aqui para o pessoal.
Parabens : )
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nans.
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MensagemAssunto: Re: Concurso 1 - The Point Of No Return   Sab 27 Mar 2010, 15:38

Ora bens ... vamos lá a uma pequena critica'zinha Razz
Um ponto pela originalidade em não usares nenhum dos Kaulitz ... tal como já foi dito, pelos vistos eles foram deixados de lado desta vez.
A linguagem é coerente e fluída, apesar de haver ali para o meio uns erros ortográficos, mas dá para ver que foram mesmo de distracção.
A interpretação da imagem está lá, apesar de em algumas alturas passar para segundo plano, sendo abafada pela acção.
E sem mais nada a apontar ... parabéns Very Happy está aqui uma boa one-shot.
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Devilish
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MensagemAssunto: Re: Concurso 1 - The Point Of No Return   Dom 28 Mar 2010, 08:54

Bem acho que está muito bem organizada a tua one shot e acho muito interessante o facto de nao ser com os gémeos Razz
Parabéns pela criatividade e boa sorte ^^
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MensagemAssunto: Re: Concurso 1 - The Point Of No Return   

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